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Os verbos populares

Os verbos populares

30
Set21

Dragon Hoops (2020)

Francisco Chaveiro Reis

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Gene Luen Yang

Roaring Brook Press, 22 euros

Exemplar comprado via Amazon

5 em 5 estrelas

Dragon Hoops é um livro autobiográfico sobre basquetebol de liceu, mesmo que o autor, Gene Luen Yang, nunca tenha tido interesse ou jeito para basquetebol ou qualquer outro desporto. Gene, sino-americano, aparece-nos na ação como professor de liceu/pai/autor de banda desenhada em busca da sua próxima história. Encontra-a na equipa de basquetebol do liceu e no perfil do seu treinador e jogadores. À medida que faz a pesquisa para o livro dentro deste livro, Gene vai-se apaixonando pelo jogo e tornando-se um membro da comitiva dos Dragons, a equipa do liceu Bishop O'Dowd High School. Gene mescla as histórias de cada um dos jogadores e treinadores (incluindo um já reformado e envolto em alguma polémica) com os relatos dos jogos da época e com a história do próprio jogo, não esquecendo a sua versão feminina. Uma leitura apaixonante que mistura uma aparentemente simples história de glória desportiva juvenil com a busca de identidade dos protagonistas e do próprio Gene, sempre a tentar conciliar os papeis da sua vida.

13
Set21

Lena (2021)

Francisco Chaveiro Reis

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Pierre Christin e André Juillard

Arte de Autor, 30 euros

Exemplar comprado na livraria Santiago, em Óbidos

3 em 5 estrelas

Lena foi saindo no mundo francófono ao longo de catorze anos, entre 2006 e 2020, em três volumes. Por cá, se não tivemos possibilidade de apreciar Lena em português desde a sua criação, recebemos agora uma edição que junta as três histórias. Escrita por Pierre Christin (argumentista de Valérian) e desenhado por André Juillard (responsável por alguns álbuns de Blake e Mortimer), Lena é uma jovem francesa que perdeu o marido e o filho num atentando terrorista e se vê agora seduzida por um amigo do marido a juntar-se a um mundo de missões secretas.

Melancólica, Lena parece ser uma heroína por acaso, pouco se importando se está numa aldeia remota, longe de tudo ou num bom hotel cosmopolita. Lena parece ir vivendo, nos escombros da sua tragédia pessoal, usando o leitor com recetor de confissões enquanto mecanicamente cumpre as suas ordens. De forma mais interessante no primeiro volume “A Longa Viagem de Lena” onde, entrega objetos aparentemente inocentes a uma galeria de personagens com uma causa comum da qual excluem Lena e muito menos no último “Lena em Pleno Braseiro”, onde Lena se faz passar por uma concierge numa longuíssima conferencia de paz, com personagens crípticas e muito pouco ritmo. Pelo meio, em “Lena e as Três Mulheres”, faz de professora dos modos ocidentais para três mártires.

Pese embora a qualidade gráfica da obra e o atrevimento em criar uma personagem densa no meio de uma atmosfera à La Carré, a mistura nem sempre funciona e os dois últimos álbuns não parecem ter o fulgor do primeiro. Vale a pena ler, mas não é arrebatador.

 

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