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Os verbos populares

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07
Nov21

Eternals (2021)

Francisco Chaveiro Reis

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Há menos de uma semana vi “Nomadland – Sobreviver na América”, um filme contemplativo e introspetivo sobre uma viúva - Frances McDormand – que deixou para trás uma vida “normal” para andar na sua autocaravana, um pouco por toda a América. Um filme do universo Marvel parece não ter qualquer ponto de contacto com esta aventura indie, mas, neste caso tem e chama-se Chloé Zhao. A chinesa de 39 anos, mais conhecida por filmes como Nomadland do que por outra coisa, realizou um dos novos filmes da nova fase da Marvel. E fê-lo brilhantemente, ela que também é fã dos comics e filmes de super-heróis.

Eternals, que dura quase três horas, marca a diferença para a fase anterior de Avengers e companhia. Tem algum humor, tem bons e maus e muitas sequências de luta, mas tem mais do que isso, mesmo que isso, bem feito, seja mais do que suficiente. Eternals é iminente filosófico e parece procurar o sentido da vida e a relação entre criador e cria. Mas recuemos um pouco. Os nossos heróis são 10 (de todas as raças, idades e feitios) e estão na Terra há cerca de sete mil anos com a missão única de proteger a Humanidade de uma alcateia de vilões animalescos conhecidos como Deviants. Com estes mortos há cerca de cinco mil anos, os Eternals mantem-se por cá, a tentar viver vidas normais, espalhados pelo mundo. Claro que no início do filme ficamos a saber que os “maus” estão de volta e que o velho gangue tem que se reunir.

Os dez Eternals – Sersi (Gemma Chan), Ikaris (Richard Madden), Thena (Angelina Jolie), Ajak (Selma Hayek), Kingo (Kumail Nanjiani), Sprite (Lia McHugh), Phastos (Brian Tyree Henry), Makkari (Lauren Ridloff), Druig (Barry Keoghan) e Gilgamesh (Ma Dong-seok) – não envelhecem, têm aparência humana e para além do seu papel de defensores, têm como objetivo ajudar a humanidade a desenvolver-se mesmo que não estejam autorizados a interceder em conflitos humanos (vemos os conquistadores espanhóis a irromper pelo império Maia) ou outros, como aquele que interpôs Thanos aos Avengers.

Contando a sua vida em milhares ou mesmo milhões de anos, os Eternals obedecem a Arishem, uma espécie de Deus guia, criador, em forma de gigantesco robô vermelho e será a relação com ele que determinará o rumo do filme, num triunfo claro de Chloé Zhao e, mais uma vez, da Marvel.

25
Out21

Dune (2021)

Francisco Chaveiro Reis

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Remake do clássico de 1984, adaptado do aclamado livro de Frank Herbet lançado 19 anos antes, Dune convoca uma legião de estrelas (Chalamet, Zendaya, Isaac, Fergunson, Momoa, Skarsgard, Brolin ou Bardem) para voltar a contar a história de Paul Atreides, herdeiro de uma das mais fortes famílias do universo e visto por alguns como um Messias. A Paul cabe preencher o papel do pai como líder de uma das maiores Casas do Universo; da mãe, como alguém com poderes psíquicos e o de Messias, perante os que acreditam nele, enquanto tenta viver uma histórica de amor shakespeareana. Aos comandos do projeto megalómano, que terá nos anos vindouros, uma parte dois, está o canadiano Denis Villeneuve que já tinha recriado o mundo de Blade Runner em 2017, com Blade Runner 2049, numa espécie de treino para esta empreitada.

A ação coloca-nos no ano 10.191 no planeta Arrakis, um gigantesco deserto, cheio de perigos e habitado por um povo aguerrido (Fremans) mas onde existe uma preciosa especiaria essencial ao funcionamento do mundo de então (equivalente ao petróleo, hoje). O Imperador Shaddam IV decide retirar o controlo do planeta à cruel Casa Harkonnen e passa-lo para a nobre Casa Atreides. Mas a mudança é apenas um ato mesquinho já que o imperador inveja o Duque Leto Atreides (Isaac) e pretende que a vida num planeta inóspito, o deixe à disposição do inimigo, Barão Harkonnen (Skarsgård). Tão à margem da cena político-bélica, quanto lhe é possível o filho de Leto, Paul (Chalamet), tem visões que resultam dos poderes herdados da mãe, Lady Jessica (Ferguson), integrante de uma antiga ordem. E as visões dizem-lhe que ele é o tal, o escolhido. Para o quê? Não sabemos. Ainda. Um trinfo.

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